1. Descubra no que você se interessa
Antes de tudo, descubra aquele assunto ou interesse do qual você esteja mais próximo de ser um especialista. Muitas vezes você é um expert em algo e nem ao menos nota. Fazer isso economiza tempo e não faz com que você escolha algo completamente novo para aprender. O passo seguinte é ter certeza de que você ama esse tema e quer continuar se aperfeiçoando nele. Senão, é preciso parar, respirar, refletir um pouco e descobrir aquilo que você realmente ama fazer.
2. Foque em um assunto por vez
Para cada assunto novo que você vai precisar aprender para se tornar
um especialista, concentre toda sua atenção e tempo. Dividir-se para
tentar abocanhar tudo fará com que você não absorva corretamente
todo o conhecimento. Para facilitar, crie um cronograma com aqueles
temas mais fáceis ou que são pré-requisitos para outros e vá
aumentando a dificuldade.
3. Pratique para se aperfeiçoar
Você não se tornará um especialista da noite para o dia. Para isso você
terá que dedicar bastante tempo. Primeiro você terá de passar dias
estudando, lendo e aumentando seu repertório sobre cada tema. O
próximo passo é colocar tudo em prática – pelo menos tudo que seja
possível por em prática. Outra forma importante e fácil de fixar o que
você aprende é divulgando sua evolução e ensinando outras pessoas.
Lembre-se de que se você fez a escolha errada sobre qual tema
gostaria de ser especialista, basta voltar ao passo um e começar tudo
de novo. Ou até mesmo se você quiser se tornar expert em outro assunto.
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29 de nov. de 2014
24 de nov. de 2014
Como fazer para o cérebro resistir a isolamento extremo?
Sarah Shourd passou a ter visões dois meses depois de ser presa. Ela ouvia passos fantasmas, via luzes piscando e passava a maior parte do tempo debruçada na porta, tentando ouvir os sons do lado de fora.
Ela foi uma das turistas americanas presas em 2009 enquanto escalava montanhas na região curda do Iraque. Os turistas cruzaram a fronteira do Irã e acabaram presos por espionagem.
Shourd passou 10 mil horas sem quase nenhum contato humano antes de ser solta. Ela conta que a pior experiência foram as alucinações.
"Na minha visão periférica, eu via luzes piscando. Eu virava a cabeça e não havia nada ali", conta ela. "Em alguns momentos eu ouvia alguém berrando, e só depois que sentia a mão de um dos guardas mais amigáveis me chacoalhando que eu percebia que os berros eram meus."
Vivendo 'como um animal'
Os cientistas já conhecem há muito tempo os efeitos nocivos que o isolamento tem no cérebro humano. Pessoas muito solitária possuem pressão sanguínea maior, são mais vulneráveis a infecções e têm mais chances de sofrer com demência e Alzheimer. Sono, concentração e raciocínio lógico também são afetados.
Os mecanismos por trás disso ainda são pouco claros, mas especialistas sabem que o corpo humano libera vários hormônios de estresse que causam inflamações. Para nossos ancestrais mais antigos, isso podia ser útil, já que um ser humano isolado dos demais precisava de maior proteção do seu próprio corpo para lidar com os riscos da natureza. Mas para a maioria das pessoas de hoje em dia, essa dose extra de hormônios é nociva.
Os maiores efeitos estão no cérebro. As pessoas perdem o sentido que diferencia a noite do dia. Em 1961, o geólogo francês Michel Siffre liderou uma expedição de duas semanas para estudar uma geleira subterrânea nos Alpes Franceses, e acabou ficando dois meses.
Fascinado com os efeitos da escuridão na biologia humana, ele decidiu abandonar seu relógio e "viver como um animal". Em testes com sua equipe de volta à superfície, ele descobriu que levou cinco minutos para contar o que para ele seriam 120 segundos.
O sociólogo italiano Maurizio Montalbini chegou à mesma conclusão em 1993, quando passou 366 dias em uma caverna na Itália. O experimento era parte de um programa da Nasa para astronautas. O sociólogo achou que haviam se passado apenas 219 dias.
Os tempos de sono também mudam e um ciclo completo de dia e noite dura 48 horas - 36 de atividade e 12 de sono. Mas ninguém sabe explicar direito porque isso acontece.
Ela foi uma das turistas americanas presas em 2009 enquanto escalava montanhas na região curda do Iraque. Os turistas cruzaram a fronteira do Irã e acabaram presos por espionagem.
Shourd passou 10 mil horas sem quase nenhum contato humano antes de ser solta. Ela conta que a pior experiência foram as alucinações.
"Na minha visão periférica, eu via luzes piscando. Eu virava a cabeça e não havia nada ali", conta ela. "Em alguns momentos eu ouvia alguém berrando, e só depois que sentia a mão de um dos guardas mais amigáveis me chacoalhando que eu percebia que os berros eram meus."
Vivendo 'como um animal'
Os cientistas já conhecem há muito tempo os efeitos nocivos que o isolamento tem no cérebro humano. Pessoas muito solitária possuem pressão sanguínea maior, são mais vulneráveis a infecções e têm mais chances de sofrer com demência e Alzheimer. Sono, concentração e raciocínio lógico também são afetados.
Os mecanismos por trás disso ainda são pouco claros, mas especialistas sabem que o corpo humano libera vários hormônios de estresse que causam inflamações. Para nossos ancestrais mais antigos, isso podia ser útil, já que um ser humano isolado dos demais precisava de maior proteção do seu próprio corpo para lidar com os riscos da natureza. Mas para a maioria das pessoas de hoje em dia, essa dose extra de hormônios é nociva.
Os maiores efeitos estão no cérebro. As pessoas perdem o sentido que diferencia a noite do dia. Em 1961, o geólogo francês Michel Siffre liderou uma expedição de duas semanas para estudar uma geleira subterrânea nos Alpes Franceses, e acabou ficando dois meses.
Fascinado com os efeitos da escuridão na biologia humana, ele decidiu abandonar seu relógio e "viver como um animal". Em testes com sua equipe de volta à superfície, ele descobriu que levou cinco minutos para contar o que para ele seriam 120 segundos.
O sociólogo italiano Maurizio Montalbini chegou à mesma conclusão em 1993, quando passou 366 dias em uma caverna na Itália. O experimento era parte de um programa da Nasa para astronautas. O sociólogo achou que haviam se passado apenas 219 dias.
Os tempos de sono também mudam e um ciclo completo de dia e noite dura 48 horas - 36 de atividade e 12 de sono. Mas ninguém sabe explicar direito porque isso acontece.
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